sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Quando os filósofos falam de felicidade

 

Neste dossiê que desenvolvemos com os alunos do 1º ano de Filosofia do Seminário Diocesano, procuramos reunir as propostas de vários filósofos sobre felicidade. O projeto de pesquisa integrou a proposta de iniciação científica dentro das aulas de Dissertação Filosófica no ano de 2022. Baixar aqui: https://www.academia.edu/91579403/Quando_os_fil%C3%B3sofos_falam_de_felicidade


 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

A reabilitação das ideias dos ditos hereges

 JOVINIANO DE CORDUENE: O EPICURO DO CRISTIANISMO OU PRÉ-REFORMADOR?

 


 

A pesquisa sobre a literatura do cristianismo primitivo e antigo nos revela o quão diverso era esse movimento. Além disso, à medida que o cristianismo vai se institucionalizando e ganhando poder político, ele vai se inclinando à intolerância religiosa. O monge Joviniano, no século IV, foi vítima de uma dura perseguição por dar uma nova interpretação a algumas crenças cristãs. A polêmica foi preservada na obra Adversus Jovinianum de Jerônimo.

Jerônimo cita as principais teses de Joviniano:

 

(1)    Ele diz que “virgens, viúvas e mulheres casadas, que uma vez passaram pela pia de Cristo, se eles estão em pé de igualdade em outros aspectos, são de igual mérito”.

(2)    Ele se esforça para mostrar que “aqueles que, com plena certeza de fé, nasceram de novo em batismo, não pode ser derrubado pelo diabo”.

(3)    Seu terceiro ponto é “que não há diferença entre a abstinência de alimentos e sua recepção com ação de graças”.

(4)    A quarta e última é “que há uma recompensa no reino dos céus para todos os que guardaram seu voto batismal” (AJ, I, 3).

 

Joviniano fez críticas à supervalorização da vida monástica em detrimento da vida dos casados. A primeira tese iguala em mérito os estados da virgindade e do casamento. A tradição católica sempre tentou considerar que a virgindade é superior ao casamento. Essa crença nasce com o fortalecimento da vida monástica. É seu discurso interno de justificação. A visão do Joviniano soa como uma compreensão recuperada pelo Concílio Vaticano II de que a condição de batizados iguala leigos e clérigos.

O monge destaca o batismo como a garantia da perseverança moral e da recompensa eterna. É uma postura pré-protestante. O batismo como sinal de fé justifica o fiel diante de Deus. Outra tese que conecta Jovianiano à Reforma Protestante é o desaconselhamento à ascese e à penitência. O jejum e a refeição têm igual valor. Isso significa que as práticas de abstinência do sexo e do alimento são facultativas, escolhas individuais. Elas não tornam ninguém superior ou com mais vantagens espirituais em relação ao casado ou ao que jejua.

Os escritos de Joviniano enfureceram aqueles que construíam sua prática cristã em cima de tais valores. Ele foi condenado como herege.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Biblioteca de Oxirrinco

 

Os papiros de Oxirrinco são documentos importantes para conhecer o uso da escrita no mundo antigo, além de preservar testemunhos da transmissão dos textos do cristianismo. A coleção de fragmentos publicada por Grenfell e Hunt (foto) pode ser encontrada na plataforma Archive.

Link: https://archive.org/search.php?query=The+Oxyrhynchus+Papyri&page=2


segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Mais um artigo: FILOSOFIA DA RELIGIÃO EM EPICURO, UMA ABORDAGEM NATURALISTA DA CRENÇA EM DEUS

 

Resumo:

A filosofia da religião de Epicuro de Samos procura resolver três problemas sobre a existência dos deuses e sobre a religião pública: a origem da crença na existência dos deuses, a intervenção deles no mundo e a função do culto religioso. Em comparação com a Epistemologia Reformada que discute a racionalidade das crenças religiosas, Epicuro sustenta que a crença na divindade se origina por meio de uma prolépsis natural que sugere que os deuses são felizes e imortais. As teses de Epicuro trazem como consequência uma redefinição da função da religião visto que os deuses não causam malefícios e nem benefícios aos homens e nem interferem no mundo.

 

Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/rbfr/article/view/38866 

terça-feira, 20 de julho de 2021

Tradição Jesus e filosofia grega

 JESUS TEVE CONTATO COM FILÓSOFOS?


Certamente, contato com a finalidade de aprender filosofia, não. Mas é muito provável que ele tenha encontrado esporadicamente com filósofos. O ambiente da Palestina do tempo de Jesus havia sofrido muita influência da civilização helenista. A sudeste de Tiberíades ficava a cidade de Gádara. Nessa cidade, nasceu o filósofo Filodemo no ano 110 antes de Cristo. Os gadarenos eram de cultura grega e estavam sempre em contato com galileus por razões de rotas comerciais. Em Gádara, viveram filósofos de diferentes escolas, Filodemo, por exemplo, era epicurista.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Relação de artigos publicados

 PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA DE 2017 A 2020

 

1. GAMITO, JOSÉ ARISTIDES DA SILVA. A recepção do estoicismo no pensamento de Clemente de Alexandria: relações intertextuais entre o Pedagogo e as Diatribes de Musônio Rufo. REFLEXUS: REVISTA SEMESTRAL DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES, v. 14, p. 599-622, 2020.

2. GAMITO, JOSÉ ARISTIDES DA SILVA. A relação entre hermetismo e cristianismo primitivo: uma análise de crenças herméticas no Evangelho de Tomé. PROTESTANTISMO EM REVISTA, v. 45, p. 124-133, 2019.

3. GAMITO, José Aristides da Silva.. Hábito de leitura da Bíblia: Um legado da Reforma Protestante e o surgimento do Mobon na Diocese de Caratinga (MG). SACRILEGENS, v. 14, p. 65-74, 2018.

4. GAMITO, José Aristides da Silva.. Violência e gênero no texto bíblico: O silenciamento das mulheres na Primeira Epístola de Timóteo 2, 9-15. Unitas, Revista Eletrônica de Teologia e Ciências das Religiões, v. 6, p. 1-12, 2018.

5. GAMITO, JOSÉ ARISTIDES DA SILVA. Discutindo o gênero literário do Evangelho de Tomé: Os Evangelhos de Sentenças. REFLEXUS: REVISTA SEMESTRAL DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES, v. 12, p. 419-435, 2018.

6. Aroldo Mira Pereira; JESUS, Ludson Gonçalves de; MENDES, Adonai Moura; SANTOS, Leonardo Henrique; SENA, Marcus Vinicius Leão; GAMITO, José Aristides da Silva. . A Leitura da Bíblia no Pentecostalismo a partir da Estética da Recepção. Unitas, Revista Eletrônica de Teologia e Ciências das Religiões, v. 5, p. 2-11, 2017.

7. GAMITO, José Aristides da Silva. A mulher no Evangelho de Tomé: Uma análise da questão de gênero a partir do logion 114. Unitas, Revista Eletrônica de Teologia e Ciências das Religiões, v. 5, p. 180-189, 2017.

8. GAMITO, José Aristides da Silva. Uma teodiceia ireneana: As contribuições de John Hick acerca do problema do mal. REVISTA BRASILEIRA DE FILOSOFIA DA RELIGIÃO, v. 4, p. 51-59, 2017.